sexta-feira

Incenso Egípcio do Amor


Incenso Egípcio do Amor

Prepare esse incenso à luz de uma vela vermelha ou rosa numa noite de lua nova.

15g de benjoim
15g de canela
15g de galangal
15g de olíbano
30g de mirra
3 gotas de mel
3 gotas de óleo de lótus
1 gota de óleo de rosa
1 pitada de semente de íris seca e em pó

Usando as mãos nuas, misture o benjoim, a canela, a galangal, o olíbano e a mirra numa grande tigela não-metálica. Adicione o mel, os óleos de lótus e de rosa e a raiz de íris. Misture bem enquanto recita o seguinte encantamento mágico:

Pelo antigo e místico poder de ísis, deusa suprema de dez mil nomes e símbolo da maternidade divina e do amor, eu consagro e dedico este incenso como instrumento poderoso de magia do amor. Pelo fogo do sol, pelo fogo da luz, que este incenso seja carregado no nome divino de ísis, senhora dos mistérios e bela deusa da magia e do encantamento. Abençoado seja sob o nome de ahio, ariaha, arainas e kha. Que assim seja!

Cubra bem a tigela com uma toalha plástica e deixe-a repousar por, pelo menos, duas semanas em local escuro e tranqüilo para maturar. Usando um almofariz e um pilão, moa os ingredientes de amor como "pó do amor" ou queime-o num bloco de carvão em brasa, como incenso mágico para atrair amor, reunir parceiros afastados ou invocar as deidades egípcias antigas (especialmente Ísis e Hathor).


Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

Incenso da Deusa


Incenso da Deusa

Prepare este incenso na lua nova.

-1 gr. de óleo de cipreste;
- 1 gr. de azeite;
- 15 gr. de pétalas de rosa secas;
- 15 gr. de casca de salgueiro branco;
- 3 soryas secas;
- 1 colher de chá de sementes de anis.

Numa pequena tigela misture o óleo de cipreste e o azeite. Reserve.
Usando um almofariz e um pilão, reduza as folhas das rosas e as cascas de salgueiro-branco, as sorvas e as sementes de anis a pó e misture. Adicione esses ingredientes ao óleo, misture a agite bem.
Consagre o incenso da Deusa com uma bênção e queime-o num bloco de carvão em brasa para glorificar e/ou invocar a Deusa. Pode também ser usado nos rituais de cura, nos rituais lunares, nas divinações e em todas as formas de magia de amor.
Para fazer o incenso em forma de bastão ou de cone, não adicione o óleo de cipreste nem o azeite e acrescente um pouco de goma-arábica ou de acácia na mistura em pó das ervas para torná-la viscosa.
Cuidadosamente coloque palha de giesta na mistura ou use as pontas dos dedos para enrolar pequenas porções da mistura em forma de cone. Deixe o incenso secar bem antes de queimá-lo.


Fonte: “wicca – a Feitiçaria Moderna” de Gerina Dunwich

Incenso do Deus


Incenso do Deus

-15 gr de tintura de benjoim;
- 1 gr de óleo de sândalo;
- 1 gr de óleo de olíbano;
- 1 gr. de óleo de mirra;
- salitre;
- 30 gr. de carvão em pó;
- 1 pitada de assafétida seca;
- 1 pitada de cardo-santo seco;
- 1 pitada de hortelã-pimenta seca.

Numa pequena tigela misture bem o benjoim e os 3 óleos. Adicione uma pitada de salitre e agite bem. Usando um almofariz e um pilão, reduza a pó, o carvão e as ervas secas e então, lentamente, junte-os à mistura de óleos e salitre. Continue a agitar até que forme uma massa grossa. Espalhe a mistura num recipiente pequeno, quadrado e bem untado, de vidro ou de cerâmica (pode ser usada também uma pequena caixa de metal ou de plástico revestida de alumínio) e deixe-a secar por 45 minutos. Usando uma faca afiada ou um punhal cerimonial de cabo branco, corte o incenso em pequenos quadrados, retire-o do recipiente e consagre-o antes de usar.
O incenso do Deus pode ser queimado como poderoso incenso de altar para glorificar e/ou invocar o Deus, afastar todas as energias negativas e ampliar os trabalhos mágicos de todos os rituais wiccanos.


Fonte: “wicca – a Feitiçaria Moderna” de Gerina Dunwich

Ritual de Hécate


Ritual de Hécate



Antes de tudo, é necessário lembrar que a boa Bruxaria, sobretudo em relação à magia amorosa, não ensina a escravizar ninguém e nem impor a sua vontade às pessoas. A paixão pode ser provocada, NUNCA imposta. 

A Bruxaria respeita as Leis da Natureza, ensinando-nos a viver em harmonia com elas. O grande segredo é despertar o amor dentro de você, pois ele contagia, e seu perfume embriaga a quem estiver por perto... 





RITUAL DE HÉCATE

Para realizar esse ritual, você precisará de: 

1. hortelã, 
2. cipreste,  
3. dente-de-leão, 
4. sementes de gergelim, 
5. algumas velas pretas, 
6. sal marinho e 
7. um ramo de ciclâmen.

Ele deve ser praticado numa noite de lua minguante, de preferência a última do ciclo
Vista uma roupa e leve todos os ingredientes para um jardim que não esteja muito iluminado. Caso more numa cidade grande, onde segurança é um problema constante, realize o ritual na sua varanda, mas sempre lembrando que deverá ficar exposta à lua. Espere o relógio apontar vinte e três horas e quarenta e cinco minutos. Pegue, então, o sal e trace uma encruzilhada de tamanho que você possa ficar no meio dela.
Coloque, no ponto de encontro dos caminhos, um pouco de hortelã, cipreste, dente-de-leão e sementes de gergelim; e em cada um deles acenda uma vela preta. Tire os sapatos e entre com suavidade na encruzilhada, levando o ramo de ciclâmen nas mãos.
Quando chegar no ponto central, respire profundamente por alguns minutos e repita três vezes o seguinte encantamento:

"Hécate, Senhora da Lua, 
Aquela que a noite revela, 
Deusa do mundo e da rua, 
Me encanta com teu olhar de cadela.

Depois, sente-se no centro da encruzilhada segurando com muita delicadeza o ramo de ciclâmen com as duas mãos. Respire devagar, procurando coordenar sua respiração com os batimentos cardíacos.
Quando se sentir suficientemente relaxada, visualize uma floresta muito escura e com vegetação muito alta, por onde você anda sem ver quase nada. Não tenha medo.
Aos poucos seus olhos se acostumarão com esse negrume e você poderá reparar, então, que se encontra numa pequena clareira, diante da entrada de uma enorme caverna. Um suave perfume de ciclâmen a seduz; entre sem medo, surgirá, então, uma belíssima mulher, completamente despida, cujos longos cabelos envolvem o corpo, qual um gracioso manto. Seu rosto é tão belo, que parecem arder chamas quando ela sorri. Sua voz tem a doçura da flauta e a intensidade do cantar noturno da coruja.
Converse com ela, indague seu nome, diga-lhe o que está procurando.
Depois de ouvi-la atentamente, ela lhe pedirá que tire toda a roupa e a tomará pela mão, conduzindo-a a um pequeno lago no centro da caverna. Entre com ela nessa água sagrada. Perceba que seus poros se abrem e uma deliciosa sensação toma conta de todo o seu corpo; já não experimenta mais nenhum sentimento apreensivo, e tudo está como esse lago, calmo e silencioso. Após o banho, a mulher lhe indicará o final da caverna e, em silêncio, voltará para a entrada da gruta.
Dirija-se ao lugar indicado, notando que à medida que se aproxima, o aroma de ciclâmen se intensifica, provocando-lhe gostosa vertigem.
Logo chegará ao final da caverna, onde encontrará uma estreita porta.
Um adorável coro de mulheres completamente despidas virá recebê-lo e encaminhá-lo a uma grande cadela negra. Não tenha medo. Perceba que o olhar desse animal é intenso, como a paixão dos amantes; suave, como o olhar de uma mãe alimentando sua cria; severo, como o som do trovão ecoando no espaço...
Aos poucos, enquanto você observa a cadela encantada, uma nuvem a irá ocultar por algum tempo, mas seus olhos adquirem a intensidade do fogo e você só consegue enxergar as mulheres do coro que agora dançam ao seu redor e da cadela, enquanto a nuvem se vai dissipando, aos poucos. Até que, já sem qualquer vestígio dela, no lugar da cadela, aparece uma linda mulher que dança, calçada com sandálias de ouro.
Ela o convida para dançar também. Aceite e deixe que a música penetre seu corpo, traçando círculos luminosos em cada célula; seja o mais receptiva possível. Você se dá conta, então, de que dança como nunca, seu corpo parecendo ser a própria música! Quando não restar uma célula sem luz, você e todas as mulheres deitarão no solo, preguiçosamente.
Um bando de corujas voa dentro da caverna, trazendo delicioso vento, produzido pelo bater de asas. Deixe que esse sopro animal refresque seu corpo e ative ainda mais seu coração. Nesse instante, quando sentir que seu coração produz um som com o aroma do ciclâmen, a mulher das sandálias de ouro virá até você. Ela lhe dará um par de sandálias igual ao dela e depositará na sua boca um pequeno ciclâmen.
Engula-o e sentirá que todo o seu corpo recende a ciclâmen. Então, a mulher retornará à forma animal, e o coro de mulheres gritará:
HÉCATE! 
Despeça-se dessas mulheres e saia da caverna com as sandálias nos pés. Quando já estiver do lado de fora, abra os olhos, encerrando a visualização.
Pegue o ramo de ciclâmen e distribua as flores bem no centro da encruzilhada, enquanto repete o seguinte encantamento:

Já te conheço, Senhora dos caminhos, 
Dancei contigo a dança das bruxas, 
Devolvo teu amor com estes raminhos, 
Levando nos meus pés tua sandália de bruxa! 
E que assim seja, 
E assim se faça!

Se tiver realizado esse ritual numa varanda, espere que as velas se consumam e depois recolha tudo (no dia seguinte, antes de o sol surgir), envolvendo num pano negro virgem, para depois depositá-lo num jardim ou pequena floresta. 

(Márcia Frazão)

Invocação e ritual de Hécate


Invocação e ritual de Hécate


Hécate, a misteriosa Deusa das Trevas e protectora de todos os Bruxos, é a personificação da lua e do lado escuro do princípio feminino. Seu nome é grego e significa "aquela que tem êxito de longe", o que a liga a Diana (Artemis), a virgem caçadora da lua.

Na mitologia, Hécate era filha dos titãs Perses e Asteria, e acreditava-se que vagava pela terra e assombra­va as encruzilhadas nas noites sem lua com uma matilha de cães fantasmagóricos e uivantes.

Como Diana, Hécate pertence à classe das deidades portadoras de archote, sendo retratada portando um, afim de se ajustar à crença de que era a deusa lunar nocturna e poderosa caçadora que conhecia seu caminho no reino dos espíritos. Controlava as fases de nascimento, vida e morte, e dizia-se que os poderes secretos da Natureza estavam sob seu comando.

Embora os cães fossem os animais mais sagrados para ela, Hécate estava associada às lebres na antiga Grécia, como a sua equivalente germânica, a deusa lunar Harek.

(A lebre, de acordo com uma série de hieróglifos egípcios, é um "sinal determinador que define o conceito do ser, e simboliza, em consequência, a existência elementar. Para os antigos chineses, a lebre era tida como animal de augú­rio, e dizia-se que vivia na lua.)

Na arte, Hécate é muitas vezes representada como uma mulher com três cabeças, com serpentes sibilantes entrelaçadas em seu pescoço.
Por essa razão, ela é chama­da de Triforme —símbolo que pode estar ligado aos três níveis. Nascimento, Vida e Morte (representando o Passa­do, o Presente e o Futuro) e à trindade da Deusa Tripla: Virgem, Mãe e Anciã.

Hécate é uma poderosa deidade lunar, e todos os rituais realizados em sua honra devem ser feitos:
- à meia-noite,
- em noites sem lua
- ou ao nascer da lua do dia 13 de Agosto, o principal festival pagão de Hécate.

O RITUAL

Antes de começar a invocação e o ritual, escolha um local retirado numa clareira escura, calma e cercada de árvores, e trace um círculo de pedras com cerca de 3 a 4m de diâmetro.
No ponto norte do círculo, monte um pequeno altar.
Coloque um símbolo da Deusa (alguma estatueta ou figura feminina, por exemplo) no topo do altar e acenda um incenso de olíbano, mirra ou jasmim diante dela.
A esquerda do símbolo da Deusa, coloque uma vela preta e um cálice com vinho branco.
À direita, outra vela preta, um punhal consagrado, um sino de latão, uma tigela com água e um prato com sal marinho.
Velas elementais bran­cas deverão ser colocadas nos pontos leste, sul e oeste do círculo.
Uma vela elemental representando o norte deverá ser colocada por trás da figura da Deusa no altar.
A Alta Sacerdotisa (ou o Solitário) acenderá as velas e, então, abençoará a água, mergulhando a lâmina do punhal na tigela com água, dizendo:

EU TE EXORCIZO,
OH CRIATURA DA ÁGUA,
SOB O NOME DIVINO DE HÉCATE E RETIRO DE TI
TODAS AS IMPUREZAS E ESPÍRITOS IMUNDOS.
ASSIM SEJA.

A Alta Sacerdotisa colocará a ponta do punhal no sal e o purificará, dizendo:

ABENÇOADO SEJA ESTE SAL
EM NOME DA DEUSA HÉCATE.
QUE TODA A MALIGNIDADE E TODOS OS OBSTÁCULOS
SEJAM AFASTADOS DAQUI PARA A FRENTE
E QUE PENETRE TODO O BEM.
ASSIM SEJA.

O punhal voltará para o altar, e o sal será, então, despejado na tigela com água.
A Alta Sacerdotisa traçará o círculo com a sua espada na direcção destrógira, dizendo:

EU TE CONJURO, OH CÍRCULO DE PODER,
PARA QUE TU SEJAS UM ANEL DE PROTEÇÃO
QUE PRESERVE E CONTENHA O PODER QUE SURGIRÁ DENTRO DELE,
UM ESCUDO CONTRA TODA A INIQUIDADE E TODO O MAL
PARA O QUE TE ABENÇOO
E CONSAGRO EM NOME DE HÉCATE,
DEUSA DAS TREVAS,
DEUSA DA LUA.

A Alta Sacerdotisa acenderá um fogo no centro do círculo e colocará sobre ele o caldeirão pintado com símbo­los lunares e cheios de uma mistura perfumada de água da fonte, óleo de rosa e mel.
A bebida deverá ser colocada para ferver e, então, a Alta Sacerdotisa adicionará uma pitada de pedra lunar em pó, penas de corvo preto, um pouco de geada colhida à luz da lua e plantas místicas governadas pela lua: erva-moura e lunária.
(Os ingredientes originais do caldeirão na antiga versão do ritual de Hécate falava nas vísceras de um lobo juntamente com os outros mencio­nados; entretanto, esse ingrediente foi omitido na versão moderna, pois seria extremamente difícil, além de perigo­so, de ser obtido pelo Bruxo.)

Após todos os ingredientes terem sido colocados, a mistura fervente será mexida com um galho seco de olivei­ra.
A Alta Sacerdotisa ficará de pé diante do caldeirão, voltada para o norte, com os braços estendidos, e dirá:

EU VOS CONVOCO,
OH FORÇAS INVISÍVEIS DA NATUREZA,
A SE REUNIREM EM TORNO DE MIM NESTE CÍRCULO,
POIS NA HORA MÍSTICA DA NOITE
INVOCO A DEUSA ESCURA
DA LUA.
INVOCO E CONJURO A TI, HÉCATE,
DEUSA DO SUBMUNDO
E PROTETORA DE TODOS OS BRUXOS.
VEM AGORA PARA ESTE CÍRCULO DE FOGO,
POIS EU REALIZO ESTE RITUAL
EM TUA HONRA.

Todo o coven deverá ajoelhar-se diante do altar, vol­tado para a imagem da Deusa, enquanto a Alta Sacerdo­tisa tomará o cálice de vinho com ambas as mãos e dirá:

EM TUA HONRA,
OH GRANDE DEUSA HÉCATE, EU FAÇO ESTA LIBAÇÃO E TOMO ESTE BRINDE.

A Alta Sacerdotisa derramará algumas gotas de vi­nho no chão diante do altar, como oferenda à Deusa.
Levará o cálice aos lábios, tomará um gole do vinho e o entregará ao Alto Sacerdote, que beberá um pequeno gole e o colocará de volta em seu lugar no altar.
Ele pegará o sino e o tocará três vezes, enquanto a Alta Sacerdotisa segurará o punhal com a mão direita, apontará com ele o céu, dizendo:

NESTA HORA ESCURA E MÍSTICA DA NOITE A DEUSA HÉCATE REINA SUPREMA E EM TEU NOME EU LOUVO AGORA:
EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS!

A Alta Sacerdotisa beijará a lâmina do punhal e o colocará de volta no altar, enquanto o coven repetirá o cântico:

EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! EU TE SAÚDO, OH HÉCATE! BENDITA SEJAS!

Em seguida, todo o coven deverá relaxar e meditar sobre a imagem da Deusa.
Poderão ser entoadas músicas folclóricas em sua honra ou recitadas poesias místicas nela inspiradas.

Após o término do ritual, o coven agradecerá à Deusa pela presença, e a Alta Sacerdotisa desfará o círculo com a espada em movimento levógiro.

Incenso de Hécate


Incenso de Hécate

Necessita de:
1/2 colher (de chá) de folhas secas de louro
1/2 colher (de chá) de folhas secas de menta
1/2 colher (de chá) de cardo seco
1 pitada de resina de mirra
1 pitada de resina de olíbano
13 gotas de óleo de cipreste
3 gotas de óleo de cânfora

Usando um almofariz e um pilão, amasse o louro, a menta e o cardo até quase reduzi-los a pó. Agite as resinas de olíbano e de mirra. Adicione os óleos de cipreste e de cânfora e misture bem. Guarde numa jarra coberta e bem tampada e deixe a mistura maturar por, pelo menos, duas semanas antes de usar.

Queime num bloco de carvão em brasa durante o Ritual de Hécate (13 de Agosto) para honrar a Deusa ou nos rituais de lua cheia como poderoso incenso para previsão.

Fonte: “Wicca – A Feitiçaria Moderna”, de Gerina Dunwich

Símbolos de Hécate


Símbolos de Hécate

Os símbolos de Hécate são:

- as tochas que nos iluminam e nos guiam pela escuridão,
- a chave que abre os portais entre os mundos,
- o açoite que disciplina e purga,
- o punhal que corta o ar do círculo mágico, e
- o prato de libação cheio de um elixir misterioso.

A triplicidade de Hécate mostra seu domínio sobre três mundos, que penetra e une os três reinos: Céu, Terra e Inferno.

"Eu lhe exalto, adorável triforme Hécate Enodia”,
velada em açafrão, de Céu, Terra e Mar,
que celebra a Bacanália na tumba,
com as almas dos mortos;
filha de Perses, amante de solidão, honrada com bolos,
noturna, protetora dos cães, soberana invencível,
anunciada pelo rugido das bestas selvagens,
rainha portadora das chaves de todo o cosmos".

(Hino Órfico à Hécate)

Nomes e epítetos de Hécate


Nomes e epítetos de Hécate

Ctonia (Χθονια, ‘da terra’)
Crateis (‘poderosa’)
Enodia (Ενοδια, ‘dos caminhos’)
Antania (‘inimiga da humanidade’)
Curótrofa (Κουροτροφος, ‘ama dos jovens’)
Artemisia das encruzilhadas
Propylaia (‘[a que está] adiante da porta’)
Propolos (‘a que dirige’)
Phosphoros (‘que traz a luz’)
Soteira (‘salvadora’)
Prytania (‘rainha dos mortos’)
Trioditis (grego) ou Trivia ( latim, ‘dos três caminhos’)
Klêidouchos (‘guardiã das chaves’)
Tricéfala ou Tríceps (‘de três cabeças’)
Triformis (‘de três formas’)

Deusa das encruzilhadas
Hécate tinha um papel especial nas encruzilhadas de três caminhos (ou trivios), onde os gregos situavam postes com máscaras da cada uma de suas cabeças olhando em diferentes direcções.
A função de Hécate nas encruzilhadas provém de sua esfera original como deusa das terras selvagens e as zonas inexploradas. Isto levava a realizar sacrifícios para viajar com segurança por estes territórios. Este papel tem relação com o de Hermes, deus das fronteiras.
Hécate é a versão grega da Trivia (‘três caminhos’) da mitologia romana. No século VII, Elegio acostumava a recordar em sua recém convertida congregação de Flandres: que «nenhum cristão deveria prestar ou guardar devoção alguma aos deuses dos trivios, onde três caminhos se cruzam, aos faunos ou as rochas, ou fontes ou arboledas ou esquinas».
Hécate era a deusa que aparecia com mais frequência em textos mágicos como os papiros mágicos gregos e as defixios, junto com Hermes.

Rainha das bruxas
Nos oráculos caldeus que foram editados em Alexandría, foi também associada com um labirinto serpentino ao redor de uma espiral, conhecido como roda de Hécate (o «Strophalos de Hécate», verso 194 da tradução de 1836 de Isaac Preston Cory). O simbolismo alude ao poder da serpente para renascer, ao labirinto de conhecimento através do qual Hécate guia à humanidade e ao lume da própria vida: «Os seios produtores de vida de Hécate, esse Lume Vivente que se viste a si mesma de Matéria para manifestar a Existência» (verso 55 da tradução de Cory dos oráculos caldeos).
Em O Evangelho das Bruxas compilado por Charles Leland (1899) descrevem-se os remanescentes de uma tradição de bruxaria italiana, incluindo um culto a Diana parecido ao de Hécate. É discutível se o Alvo representado na obra de Leland é em realidade Hécate ou não. Ainda que Diana costuma ser muito identificada com Artemisa, não se representa em O evangelho como a do culto romano. Por exemplo, diz que «Diana sempre tem um cão a seu lado»,  sendo Hécate famosa por sua relação com os cães.

Rainha dos mortos
«Rainha dos Fantasmas» é um título associado com Hécate devido à crença de que podia tanto evitar que o mau saísse do mundo dos espíritos, como também permitir que dito mau entrasse. Hécate, pois, tinha um papel e poder especial nos cemitérios. Guarda os «caminhos e caminhos que se cruzam». Sua associação com os cemitérios também teve muita importância na ideia de Hécate como Deusa Lunar.

As folhas do álamo negro são escuras por uma cara e claras pela outra, simbolizando o limite entre os mundos. O teço tem estado associado desde faz muito no Infra-mundo.

Ritual mágico para afastar indesejáveis


Ritual mágico para afastar indesejáveis

Ritual mágico para afastar uma pessoa de si. Enxote aquela pessoa indesejável pelo poder da magia.

 Material:
- 1 vela negra;
- 1 envelope branco;
- 1 garrafinha de plástico;
- 1 folha de papiro;
- tinta preta;
- água de fonte.

 Ritual:
Ritual a realizar em fase de Lua Minguante.

Acenda a vela. Pegue na folha de papiro e escreva com a tinta negra o nome da pessoa de quem você se quer livrar. Coloque então o papiro dentro do envelope, e este dentro da garrafa. Encha esta com a água de fonte, e diga o seguinte encantamento:

“É meu desejo que F… (diga o nome),
se desinteresse de mim,
se desinteresse de minha família,
se desinteresse de minha vida,
que deixe de me incomodar,
e nunca mais venha me importunar,
que sua influência fique a congelar,
e não volte mais a se aproximar”

Coloque a garrafa no congelador, e diga:

“que o meu pedido se realize, tal é a minha vontade.”

Ao fim de 3 dias retire a garrafa do congelador, e enterre a garrafa em terreno estéril.
Ao fim de algum tempo verá que a pessoa deixa progressivamente de incomodar.


Nota: neste ritual pode indicar, ao mesmo tempo, o nome de várias pessoas, no entanto, recomenda-se que as afaste de sua vida uma a uma, ou seja, uma por ritual.

Ritual da lua para ver seu futuro amoroso


Ritual da lua para ver seu futuro amoroso

Esta é uma magia lunar para fins de vidência. Este processo místico é um feitiço para inspirar o dom da vidência, é um ritual para chamar a si visões sobre o futuro. Se procura uma orientação espiritual sobre o amor, então esta magia é um instrumento que lhe poderá dar acesso a revelações misticas.

 Ritual:
  
Quando a lua estiver no seu 1º quarto de quarto crescente, olhe para a lua e concentre-se durante alguns minutos, sem pensar em nada que a/o possa preocupar, e repita por 3 vezes:

“Lua, minha mãe Lua,
Permite-me ver,
Quem me vai aparecer,
Permite-me observar,
Quem me vai verdadeiramente amar,
Permite-me entender,
Quem comigo vai envelhecer,
Dai-me a conhecer,
O amor que comigo vai ficar até morrer.”

Repita este ritual durante 7 dias consecutivos.


No 7º dia terá a sua resposta.