domingo

Os Esbats


Os Esbats

Além da celebração dos Sabbats, os Wiccanianos reverenciam outras importantes mudanças que ocorrem na natureza como a mudança das fases lunares. A fase lunar mais importante é a cheia, momento onde a lua encontra-se em seu poder máximo, no ápice de sua força. A lua cheia representa a Deusa em sua face Mãe, o seu aspecto primordial. Aos rituais de Lua cheia damos o nome de Esbat, um termo que passou a ser popularmente usado a partir do início do século XX. A palavra Esbat vem do francês arcaico "Esbatre" que significa "divertir-se". Nos rituais de Lua cheia os Wiccanianos se reúnem em seus Covens, ou realizam cerimônias privativas, para prestarem seu culto devocional à Deusa e ao Deus para praticarem Magia, confeccionarem um talismã, consagrarem objetos e utensílios mágicos ou simplesmente cultuarem seus antigos Deuses. Os Esbats são momentos onde os Bruxos não só realizam suas celebrações em honra à Deusa, mas também compartilham notícias, opiniões e informações sobre suas diferentes experiências e práticas na Arte. Habitualmente cânticos e danças são parte integrante dos Esbats. Treze lunações são celebradas no decorrer de um ano. Isso acontece por que os Wiccanianos seguem os antigos calendários lunares dos povos celtas, baseados em treze meses com vinte e oito dias. Entre os povos antigos, quando praticar Bruxaria era passível de execução, o ritual de Esbat era realizado na calada da noite, no interior de um bosque ou floresta, longe dos olhos curiosos e onde poucos se atreviam a entrar. Durante o Esbat honramos nossos Deuses e agradecemos suas bênçãos e presença em nossas vidas. Neste período também lançamos feitiços de acordo com as influências lunares em voga ou momento do ano em que nos encontramos. Se houver necessidade, também podemos realizar práticas divinatórias e rituais de cura. Um Ritual de Lua Cheia pode também consistir, única e exclusivamente, em simplesmente sentir o fluir das energias ou uma prática meditativa. Uma prática comum nos rituais de Esbat é o ato de Puxar a Lua Para Baixo onde o poder lunar e da Deusa são atraídos para uma Sacerdotisa ou Bruxa. Isto pode ser realizado em um Coven ou até mesmo pelo praticante solitário. Quando puxamos a Lua, convocamos os poderes mágicos lunares para que entrem em nós e iluminem nossa alma. Esta energia pode ser usada posteriormente para a http://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/95-9b00688eea.jpg
realização de um feitiço, consagração ou para ser emitida a alguém que precisa de cura. Em um Esbat realizado num Coven, o ritual de Puxar a Lua para Baixo é uma das experiências mais bonitas e transformadoras onde o Sacerdote invoca o espírito da Deusa para se tornar uno com a Sacerdotisa. Nestes momentos a Sacerdotisa pode declamar a Carga da Deusa ou palavras espontâneas inspiradas, representando o poder da Deusa na Terra. Entre os praticantes solitários, o ato de Puxar a Lua para Baixo pode ser feito simplesmente visualizando a energia e luz lunar iluminando o nosso ser. Hoje, com o crescente interesse pelas práticas Pagãs, pessoas de todas as idades e condições se encontram nas noites de Lua Cheia para reverenciar a Deusa e avida. Como acontece com os Sabbats, celebrar os Esbats nos coloca em harmonia com toda a natureza pois se as mudanças das fases lunares exercem influência sobre as marés e plantio das sementes, elas seguramente influenciam nossas emoções e acontecimentos diários. Cada uma das lunações recebe um nome específico que reflete o momento da Roda do Ano em que ela se encontra expressando um dos muitos temas da vida humana. Estes nomes podem variar de Bruxo para Bruxo ou dependendo da Tradição. Os nomes que seguem são os mais comuns e largamente utilizados entre a comunidade Pagã:

JANEIRO-Lua do Feno
É o momento onde vemos a natureza em sua plena maturidade. As sementes germinaram e chegou a hora de pensar no que será guardado para o inverno e relembrar os grãos (sonhos) que foram plantados em Setembro, na Lua do Arado. Agora é chegado o momento de preparar-se para a materialização dos frutos de nossas ações.
Erva: madressilva
Cor: Branco, marrom, prata e cinza
Momento ideal para: preparar-se para o sucesso, meditar sobre os objetivos e planejar o futuro.
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FEVEREIRO-Lua do Milho
Esta lunação marca o período da primeira colheita e a retribuição dos benefícios de nossas ações. Momento de nos alimentarmos interna e externamente, lutando pelos nossos sonhos.
Erva: louro
Cor: laranja, ouro e amarelo
Momento ideal para: encontros, fortalecer as amizades e lutar pelos sonhos

MARÇO-Lua da Colheita
Esta lunação marca o período da segunda colheita. E momento de agradecer pela fartura e abundância e meditar sobre o equilíbrio da vida. É o momento ideal para organizar nossa vida espiritual e emocional.
Erva: avelã
Cor: marrom e amarelo
Momento ideal para: agradecer pelas conquistas, meditar, organizar e fortalecer os diferentes aspectos da vida.

ABRIL-Lua do Sangue
Esta lunação marcava o período sazonal da caça e estoque de comida para o inverno. Momento de celebrar os ancestrais e meditar sobre o tema morte e renascimento, já que o Sabbat Samhain se aproxima. Hora de deixar de lado os hábitos nocivos e se desfazer das coisas que não nos servem mais, dentro e fora de nós.
Erva: cipreste
Cor: laranja, preto, roxo
Momento ideal para: se livrar de vícios, purificar e buscar harmonia

MAIO -http://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/97-eba93c4474.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/97-eba93c4474.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/97-eba93c4474.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/97-eba93c4474.jpg
Lua Escura
É a lunação da transformação e preparação para a chegada do inverno.
Momento ideal para fazer a paz consigo mesmo e com aqueles ao seu redor.
Erva: cedro
Cor: preto, cinza, verde escuro
Momento ideal para: buscar o entendimento, fortalecer a comunicação com a Deusa e com o Deus, encontrar a paz.

JUNHO-Lua do Carvalho.
Lunação do renascimento espiritual. Após o Solstício de Inverno que ocorre neste mês marcando a noite mais longa do ano, os dias passarão a ser maiores que as noites. Exatamente por este motivo, esta lunação é ideal para nos levar ao encontro de nossa alma. Conforme a luz solar crescer, sua energia iluminará nossas vidas nos mostrando os caminhos a serem percorridos
Erva: azevinho
Cor: vermelho, branco, verde
Momento ideal para: buscar pelo renascimento, auxiliar amigos e familiares, pedir orientação aos Deuses

JULHO-Lua do Lobo
Lunação ideal para trabalhar os sentimentos interiores. O período de reclusão nas noites frias e longas do inverno estão passando e é hora de despertar, preparando-se para o florescer da primavera.
Erva: bétula
Cor: branco e violeta
Momento ideal para: gestação, concepção, proteção, estudar os projetos que desejamos ver realizados.

AGOSTO-Lua da Tempestade
Lunação associada ao Sabbat Imbolc e é consequentemente ideal para purificação, limpeza e descartar o que não nos serve mais. O sol começa a dar seus primeiros sinais de força e luz e as trevas são dissipadas
Erva: Sorveira
Cor: vermelho, verde, laranja, azul celeste
Momento ideal para: canalizar a energia necessária para a realização dos desejos, purificação, cura, cuidar do lar e família

SETEMBRO-Lua do Arado
É a lunação que marca o momento de arar e semear. A terra despertou do seu sono profundo e agora é hora de ter esperança e deixar os ventos da transformação trazer nova energia para a sua vida.
Erva: Amieiro
Cor: azul, amarelo, branco
Momento ideal para: crescer, prosperar, acreditar, recomeçar algo que foi deixado de lado no passado

OUTUBRO-Lua dos Grãos
A Terra se enche de luz e o que foi plantado agora começa lentamente a germinar. A união da Deusa e do Deus traz a energia fertilizadora necessária para que a futura colheita seja farta e abundante.
Erva: pinheiro
Cor: verde e vermelho
Momento ideal para: produzir ou desenvolver algo, aproveitar as oportunidades e a sorte, trabalhar nosso temperamento

NOVEMBRO-Lua da Lebre
É hora de celebrar o amor e a vida. Esta lunação marca o período que segue a união da Deusa e do Deus. A Terra está cheia de poder pronto para ser utilizado. É hora de abraçar as diversas partes do nosso eu e reconhecer que todas elas fazem parte de nossa natureza e precisam ser equilibradas
Erva: rosas
Cor: rosa, verde, vermelho
Momento ideal para: usar nossa energia criativa, buscar pelo amor ideal e verdadeiro, fortalecer nossa ligação com a natureza.

DEZEMBRO-Lua dos Prados
Esta lunação indica o momento de honrarmos a Deusa e agradecer pelo aprendizado conquistado no decorrer do ano. O Verão agora se inicia trazendo o poder do Deus solar à Terra. O velho morrerá para dar espaço ao novo e por isso agora somos capazes de nos fortalecer.
Erva: flor do campo
Cor: azul claro, rosa e laranja
Momento ideal para: tomar decisões, assumir responsabilidades, fortalecer as relações amorosas, conquistar um novo amor

(Fonte: Wicca para todos, de Claudiney Prieto)

Feitiço para prosperidade


Feitiço para prosperidade

Melhor dia: quinta-feira ou domingo
Melhor Lua: crescente
Propósito do feitiço: atrair prosperidade, dinheiro e oportunidades

MATERIAL NECESSÁRIO:
Cristais dourados, laranjas ou amarelos
Moedas
O Arcano do Sol do Tarot
Um objeto pessoal seu como um anel, corrente, etc.
3 folhas de louro

PROCEDIMENTO:
Lance o Círculo Mágico .Coloque o Arcano do Sol em cima do pentáculo do Altar e sobre a carta do Tarot disponha as moedas, as pedras, o seu objeto pessoal e as 3 folhas de louro. Coloque as suas mãos em forma de bênçãos sobre todos os itens e visualize uma forte luz branca entrando pelo centro de sua cabeça, percorrendo todo o seu corpo e saindo pelas suas mãos como uma forte luz dourada que se espalha sobre o seu altar.

Quando isso acontecer diga:

"Fortuna e prosperidade venham a mim
É o que desejo que seja assim!"

Ao fazer isso, visualize a luz sobre a sua cabeça se transformando em uma cornucópia abundante, vertendo moedas incessantemente. Retenha esta imagem por alguns instantes. Depois disso, veja a cena desaparecendo e imagine-se em situações que representam a riqueza na sua vida. Visualize-se próspero, alcançando êxito em todas as suas ações. Continue assim por uns 3 minutos e agradeça aos Deuses por compartilharem sua prosperidade com você. Destrace o círculo e deixe os itens sobre o seu altar por 24 horas. Quando retirá-los do altar, gaste as moedas comprando algo útil, presenteie amigos queridos com as pedras e guarde as folhas de louro em sua carteira. Assim, compartilhando sua prosperidade estará colocando as energias em movimento para que o universo compartilhe a riqueza dele com você.
(Autoria, Claudiney Prieto)


Visão da Wicca Sobre a Vida Após a Morte


Visão da Wicca Sobre a Vida Após a Morte

O Outro mundo Wiccaniano é chamado de País de Verão. No entanto cada Tradição possui nomes e conceitos diferentes para se referir a este mundo. Todas as diferentes Tradições da Wicca acreditam em um Outro mundo, mas onde ele é e como ele é, tem sido amplamente discutido nomeio Pagão há muito. A primeira coisa a ser compreendida é que o País de Verão está em todo lugar, dentro de nós e ao nosso redor. Muitas são as lendas que falam sobre as aventuras de um povo ou de nossos ancestrais ao Outro mundo e elas se tornaram uma fonte inspiradora e um guia para as futuras gerações compreenderem "aquilo que não pode ser visto". A lenda irlandesa de Donn, que é considerado o primeiro homem a morrer na Irlanda e que acabou por ser deificado como o Deus da Morte, é um bom exemplo disso. O Outro mundo e os reinos do espírito estão conosco sempre. Vivemos como parte deles e eles de nós. Os portais para estes mundos estão no centro do ser. É através dele que podemos viajar aos muitos reinos do Outro mundo que recebem variados nomes dependendo de cada Tradição. Não existe unanimidade de conceitos e termos, por isso País de verão, ou Summerland como é chamado em inglês, não é único, somente um deles.
Tir fo Thonn, Tir na Bea, Tirtain giri, Tir nanOg e Tir na Moe são mais algumas dos incontáveis nomes que o Outro mundo recebe. Não podemos esquecer que somos divididos em mente, corpo e espírito e o espírito existe em tudo e cria seu próprio mundo. O reino onde a morte viaja é o seu próprio reino, criado por suas crenças e convicções desenvolvidas ao longo de nossa existência. O Outro mundo é então um local entre os mundos e é somente uma realidade não física. Não só cada Tradição possui sua crença sobre o Outro mundo, mas cada religião também. O que talvez distingue a Wicca é que em nossa noção de Outro mundo não há céu, inferno, purgatório, nem lugar de terror e condenação. Se tudo o que fazemos nesta encarnação a nós retornará invariavelmente na mesma vida, não há "pecados", faltas ou erros a serem pagos. Sendo assim, o Outro mundo Wiccaniano é um lugar de paz, harmonia onde vamos restaurar nossas energias para uma encarnação futura. Alguns Bruxos, por exemplo, acreditam que um dia retornaremos para a fonte primordial de energia da qual viemos, a Deusa, que possui em si poderes criativo se destrutivos. Todos somos parte do Divino e para a mesma fonte retornaremos no momento da morte para sermos criados novamente e nos tornarmos plenos para um dia renascer. Como esta fonte primordial vai se apresentar ao nosso http://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpghttp://htmlimg3.scribdassets.com/2tdddn7ji8g85sm/images/203-66b5fa5cc8.jpg

espírito após a morte, depende da Cosmovisão na qual acreditamos em vida. Alguns Bruxos acreditam no País de Verão, outros em Amenti, Emania, que retornaremos ao útero da Deusa e por ai vai...Provavelmente a noção do País de Verão, compartilhada por muitos Wiccanianos, está fundamentada no reino celta de Tir Nan Og , que é lugar para onde os mortos viajam caminhando em direção as águas do Oeste. Ele não é só um local de descanso e repouso. Lá tudo existe em abundância e este reino é habitado por todas as criaturas dos mitos e das lendas e por aqueles que partiram antes de nós. Wiccanianos não se reportam somente à mitologia celta para o desenvolvimento de suas crenças, pois absorveram conceitos religiosos de sumerianos, egípcios, anglo saxões e muitos outros. Sendo assim, podemos verificar que a noção de Outro mundo como um lugar deverão eterno não é somente celta. Em diversos mitos gregos, por exemplo, vemos menção a um lugar conhecido como Hiperbórea, a terra dos hiperbóreos. Este reino é descrito pelos poetas como um lugar que é sempre aquecido e ensolarado, onde Apollo é continuamente venerado com dança e música. Em Hiperbórea não há doença, velhice ou discórdia. Este reino paradisíaco é amplamente descrito nos escritos de Pindar, Bacchlydes, Herodotus, Diodorus, Siculus e Pausinias. Eles relatam que Hiperbórea se localiza além do vento norte que é a região de Bóreas, que envia seu sopro gelado. Isto simboliza que Hiperbórea é sempre aquecida e ensolarada por que está além do alcance do Deus do vento norte. Podemos ver assim que não só o conceito de Tir Nan Nog, mas também o de Hiperbórea, pode ter influenciado os Wiccanianos para o entendimento do Outro mundo. Muitas outras teorias também são possíveis que tornariam este pequeno resumo em um livro inteiro. O importante é ter em mente que o País de Verão e o seu conceito será diferente para diferentes pessoas que viajarem para lá quando morrerem. Não há uma única visão sobre este lugar. O País de verão pode ser diferentes coisas para diferentes pessoas e também estar em diferentes lugares dependendo de nossas crenças pessoais. O confortador é saber que ao desencarnamos um lugar paradisíaco, sem castigos ou expiações, estará nos aguardando e que nele poderemos restaurar as nossas energias para novamente renascer, num ciclo ininterrupto de nascimento, vida, morte e renovação.

Dias de poder


Dias de poder

No passado, quando as pessoas viviam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares da lua tinham um profundo impacto em cerimónias religiosas. Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, cerimónias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. A chegada do Inverno, as primeiras actividades da primavera, o quente verão e a entrada do Outono também eram marcados por rituais.
Os Wiccanos, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, ainda celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações. O calendário religioso Wiccano possui treze celebrações de Lua Cheia (esbats) e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronómico das estações. Traços deste antigo costume ainda são encontrados no Cristianismo. A Páscoa, por exemplo, é celebrada no Domingo que se segue à primeira lua cheia após o equinócio de primavera no hemisfério norte, uma maneira bem pagã de organizar ritos religiosos. Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos (e, de certo modo, aqueles do Oriente Médio). Os rituais estruturam e ordenam o ano Wiccano, além de nos lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois que partirmos.
Quatro dos Sabbats - talvez os que há mais tempo são observados - eram provavelmente associados à agricultura e aos ciclos reprodutivos dos animais. São eles o Imbolc (2 de fevereiro), Beltane (30 de abril), Lughnasadh (1° de agosto) e Samhain (31 de outubro). Estes são nomes celtas, muito comuns entre os Wiccanos, apesar de existirem muitos outros. Essas datas referem-se ao hemisfério norte, no Hemisfério sul as datas são:

«  Lammas - 2 de fevereiro
«  Samahain - 30 de abril
«  Imbolc - 1 de agosto
«  Beltane - 31 de outubro

Quando a observação cuidadosa do céu levou a um conhecimento comum do ano astronómico, os solstícios e equinócios (por volta de 21 de março, 21 de junho, 21 de setembro e 21 de dezembro – as datas corretas variam de ano para ano) foram incorporados à estrutura religiosa.
Quem foram os primeiros a cultuar e gerar energia nesses períodos? Esta questão não pode ser respondida. Entretanto, esses dias e noites sagrados são a origem dos 21 rituais Wiccanos.
Versões altamente cristianizadas dos Sabbats também foram preservadas pela igreja católica.
Os Sabbats são rituais solares, assinalando pontos no ciclo anual do Sol, e constituem apenas metade do ano ritual Wiccano. Os Esbats são as celebrações Wiccanas da Lua Cheia. Nesta data, nós nos reunimos para cultuar Aquela Que É. Não que os Wiccanos omitam o Deus nos Esbats - ambos são normalmente reverenciados em todas as ocasiões.
Anualmente, ocorrem 12 a 13 Luas cheias, ou uma a cada 28 ¼ dias. A Lua é um símbolo da Deusa, bem como uma fonte de energia. Assim, após os aspectos religiosos dos Esbats, os Wiccanos costumam praticar magia, desfrutando do maior poder energético que, crê-se, exista nesses períodos.
Alguns antigos festivais pagãos, desprovidos de suas qualidades sagradas pelo domínio do cristianismo, se degeneraram. O Samhain aparentemente pertence agora aos fabricantes de doces nos Estados Unidos, enquanto o Yule foi transformado de um dos sagrados dias pagãos num período de grosseiro comercial. Até mesmo os ecos do nascimento de um salvador cristão são co-audíveis diante do zumbido electrónico das máquinas registradoras.
Mas a velha magia permanece nesses dias e noites, e os Wiccanos os celebram. Rituais variam enormemente, mas todos se relacionam à Deusa e ao Deus, e à nossa morada, a Terra. A maioria dos ritos acontecem à noite, por motivos práticos assim como para criar certo clima de mistério. Os Sabbats, sendo baseados no Sol, são mais normalmente celebrados ao meio-dia ou na aurora, mas hoje isto é raro.
Os Sabbats nos contam uma das estórias da Deusa e do Deus, de sua relação e de seus efeitos sobre a fertilidade da Terra. Muitas são as variações destes mitos, mas eis aqui um relativamente comum, entrelaçado a descrições básicas dos Sabbats.
As descrições dos Sabbats feitas a seguir, seguem o calendário do hemisfério norte, para nós que vivemos no hemisfério sul, as datas devem ser adaptadas ao ciclo da natureza no Sul.
A Deusa dá à luz um filho, o Deus, no Yule (por volta de 21 de dezembro). De modo algum isto é uma adaptação do cristianismo. O solstício de inverno é há muito visto como um período de nascimentos divinos. Diz-se que Mitras nasceu neste período. Os cristãos simplesmente o adoptaram a seu uso em 273 E. C. (Era Comum).
O Yule é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano. Povos antigos notaram tais fenómenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Os Wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do sol como um final apropriado para seus esforços.
Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os Wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol. A Deusa, inactiva durante o inverno de Sua gestação, repousa após o parto.
O Yule é remanescente de antigos rituais celebrados para acelerar o fim do inverno e a fartura da primavera, quando os alimentos voltavam a estar disponíveis. Para os Wiccanos contemporâneos, é um lembrete de que o produto final da morte é o renascimento, um pensamento reconfortante nestes dias de desassossego.
 O Imbolc (2 de fevereiro) assinala a recuperação da Deusa após dar à luz o Deus. Os períodos mais longos de luz A despertam. O Deus é um jovem desejoso, mas Seu poder é mais sentido nos dias mais longos. O calor fertiliza a terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. Assim ocorre o início da primavera.
Este é um Sabbat de purificação pelas forças renovadoras do sol, após a vida reclusa do inverno. É também um festival de luz e fertilidade, antigamente marcado na Europa por grandes queimas, tochas e fogos de todas as formas. O fogo representa nossa própria iluminação e inspiração, assim como a luz e o calor.
O Imbolc é também conhecido como festa das Tochas, Oimelc, Lupercalia, Festa de Pã, Festival do Floco de Neve, Festa da Luz Crescente, Dia de Brigit, e provavelmente muitos outros nomes. Algumas Wiccanas seguem o antigo costume escandinavo de usar coroas com velas acesas, mas muitos outros usam velas em suas invocações.
Este é um dos períodos tradicionais para as iniciações em covens e rituais de auto-dedicação (como o descrito no Capítulo 12), que podem ser praticados ou renovados neste período.
Ostara (por volta de 21 de março), o Equinócio da Primavera, e também conhecido como Ritos da Primavera e Dia de Eostra, assinala o primeiro dia da real primavera. As energias da natureza mudam subitamente do repouso do inverno para a exuberante expansão da primavera. A Deusa cobre a terra com seu manto de fertilidade, despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza.
No Ostara, as horas do dia e da noite são as mesmas. A luz está ultrapassando a escuridão; a Deusa e o Deus impelem as criaturas selvagens da Terra a reproduzir-se.
Este é um período de iniciar, de agir, de plantar encantamentos para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins rituais.
O Beltane (30 de abril) marca a chegada da virilidade do jovem Deus. Agitado pelas energias em ação na natureza, Ele deseja a Deusa. Eles se apaixonam, deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. Os Wiccanos celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em ritual.
O Beltane é, há muito, celebrado com rituais e festas. Os Maypoles (Mastros de Maio), símbolos fálicos supremos, eram o ponto central dos rituais das antigas vilas inglesas. Muitas pessoas acordavam na alvorada para colher flores e ramos verdes nos campos e jardins, usando-os para decorar os Maypoles, seus lares e a si mesmos.
As flores e folhas simbolizam a Deusa; o Maypole, o Deus. O Beltane marca o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças.
Os Maypoles são por vezes utilizados atualmente por Wiccanos durante rituais do Beltane, mas o caldeirão é um ponto central mais comum da cerimônia. Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo, o igual, mas oposto do Maypole, símbolo do Deus.
O Meio de Verão, o Solstício de Verão (por volta de 21 de junho), também conhecido como Litha, chega quando as forças da natureza alcançam seu ponto mais alto. A Terra está banhada pela fertilidade da Deusa e do Deus.
No passado, pulava-se sobre fogueiras para estimular a fertilidade, a purificação, a saúde e o amor. O fogo novamente representa o Sol, celebrado neste período de dias mais longos.
O Meio do Verão é uma época clássica para magia de todos os tipos.
Lughnasadh (1° de agosto) é a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. Misticamente, também o Deus perde Sua força enquanto 0 Sol nasce mais longe ao Sul a cada dia, e as noites tornam-se mais longas. A Deusa observa entre lamento e regozijo ao perceber que o Deus está morrendo, ao mesmo tempo em que vive dentro dEla como Seu filho.
Lughnasadh, também conhecido como Véspera de Agosto, Festa do Pão, Lar da Colheita e Lammas, não é necessariamente observado neste dia. Originalmente, coincidia com a primeira ceifada.
À medida que o verão passa, os Wiccanos recordam seu calor e fartura no alimento que comemos. Cada refeição é um ato de sintonia com a natureza, e somos lembrados de que nada no universo é constante.
O Mabon (por volta de 21 de setembro), o equinócio de outono, é a conclusão da colheita iniciada no Lughnasadh. Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados enquanto 0 Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento pela Deusa.
A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. A Deusa curva-se diante do Sol que enfraquece, apesar do fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo enquanto Ele enfraquece.
No Samhain (31 de outubro), a Wicca se despede do Deus. É um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer pela Deusa no Yule.
Antigamente, o Samhain, também conhecido como Véspera de Novembro, Festa dos Mortos, Festa das Maçãs, e Todos os Santos, marcava um período de sacrifício. Em alguns lugares, esta era a época de sacrifícios animais para assegurar comida durante as profundezas do inverno. O Deus - identificado com os animais - também tombava para garantir a continuidade de nossa existência. Os Wiccanos vegetarianos talvez não aprovem este aspecto do simbolismo do Samhain, mas é tradicional. Obviamente, não sacrificamos animais em rituais. É uma simbologia da morte do Deus.
O Samhain é um período de reflexão, de análise do ano que se finda, de ajustar contas com o fenômeno da vida sobre o qual não exercemos controle - a morte.
O wiccano sente que nesta noite a divisão entre as realidades físicas e espirituais é estreita. Eles recordam seus ancestrais e todos os que já se foram.
Após o Samhain, os Wiccanos celebram o Yule, completando assim o ciclo do ano.
Certamente, há muitos mistérios enterrados aqui. Por que é o Deus primeiro o filho e posteriormente o amante da Deusa? Isto não é incesto, mas simbolismo. Na estória da agricultura (um dentre muitos mitos Wiccanos), a constante alternância da fertilidade da Terra é representada pela Deusa e pelo Deus. Este mito fala dos mistérios do nascimento, da morte e do renascimento. Celebra os maravilhosos aspectos e belos efeitos do amor, e honra as mulheres que perpetuam nossa espécie. Também indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa rotina.
Para povos agrícolas, o ponto principal deste ciclo mítico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. O Alimento - sem o qual todos morreriam - está intimamente ligado às deidades. Na verdade, os Wiccanos vêem a comida como mais uma manifestação da energia divina.
Assim, ao observar os Sabbats, os Wiccanos sintonizam-se com a Terra e com as deidades. Eles reafirmam suas raízes na Terra. A prática de rituais nas noites de lua cheia também fortalece sua conexão com a Deusa em particular.
O Wiccano sábio celebra os Sabbats e os Esbats, por serem estes períodos de poder real e simbólico. Honrá-los de algum modo - talvez com ritos semelhantes aos sugeridos no Livro de Sombras das Pedras Erguidas - é parte integral da Wicca.
(Fonte: “Guia essencial da Bruxa Solitária”, de Scott Cunnigham)


A pirâmide das bruxas


A pirâmide das bruxas

O Trabalho mágico de uma Bruxa ou Bruxo exige seriedade e quatro características básicas:

SABER
01) Conhecer a si mesmo.
02) Conhecer sua arte.
• Saber o que fazer.
• Saber como fazer.
• Saber quando fazer.
• Saber quando não fazer.
03) Saber o que você quer realizar.
• Especificar bem o que você vai fazer.
• Criar um sigilo com as palavras.
04) Saber trabalhar com moderação.

QUERER
01) Acreditar em você mesma.
02) Acreditar na divindade.
03) Acreditar em suas habilidades.
04) Acreditar na abundância do Universo.
05) Ter a vontade de praticar de novo e de novo.
06) Habilidades de meditação
• Praticar visualização.
• Praticar relaxamento.
• Praticar um estado alterado de consciência.
• Praticar para ser capaz de fazer rápido e certo.
07) Ter em mente com muita clareza o porque você quer realizar essa operação mágica.
08) Observar se sua vontade está corretamente direcionada.
• Observar se não vai influenciar negativamente outra pessoa.
• Observar os aspectos de não prejudicar ninguém.
• Usar uma ferramenta adivinhatória para checar se seus planos são válidos, se está numa boa hora de pô-los em prática.

OUSAR
01) Ter a coragem de mudar as circunstâncias.
02) Ter a coragem de controlar seu ambiente.
03) Ser responsável por suas ações.
04) Escolher o melhor curso de ação para o trabalho a ser feito.

CALAR
01)  Aprendera manter a boca fechada antes do trabalho.
02) Aprender a manter a boca fechada enquanto espera pelos resultados.
03) Aprender a manter a boca fechada depois do trabalho.
• Proteger sua confiança.
• Proteger sua reputação.
• Proteger sua energia.
(Fonte: Silver RavenWolf)


As relações fundamentais entre Medicina Chinesa e Feng Shui


As relações fundamentais entre Medicina Chinesa e Feng Shui


Muitas vezes sou questionado quando coloco a divulgação de algum curso meu de Feng Shui em sites de terapias alternativas ou medicina chinesa. Muitos membros acreditam que estou enviando informações não-pertinentes aos objetivos do grupo. Na verdade sou o primeiro a combater a divulgação de temas fora do contexto e dos objetivos de grupos de discussão, como vocês podem ver bem nos meus próprios grupos (Longevidade, Taoísmo e Budo-Online). O que ocorre é um desconhecimento sobre as raízes e o funcionamento do Feng Shui, ofuscados pela miríade de bobagens e superstições que povoam a Internet sobre este tema. Neste artigo tentarei desmistificar o assunto e mostrar as aplicações terapêuticas do Feng Shui aliados à medicina chinesa.

Raízes
As reais origens do Feng Shui são bastante obscuras devido à sua grande antigüidade. O que sabemos com certeza é que a adequação de locais para habitações humanas é tão antiga quanto o próprio homem e está presente em todas as civilizações.

O que podemos constatar facilmente sobre o Feng Shui são duas características importantes:

1. Esta técnica é autóctone da China, ou seja, nasceu na própria China à partir de idéias e costumes chineses. Não existe Feng Shui tibetano, vietnamita, brasileiro ou outra coisa. Quando técnicas de harmonização de lugares são encontradas em outras culturas, seguem conceitos e diretrizes diferentes da técnica chinesa e possuem nomes próprios. Este é o caso do Vastuu indiano, por exemplo.

2. O Feng Shui se baseia nos conceitos da filosofia taoísta, como Yin/Yang, Cinco Movimentos ("elementos"), Chi, Fluxo de Chi, Oito trigramas (Pa Kua ou Ba Gua). A noção de harmonia com o resto do Universo também está fortemente presente no Feng Shui assim como a Não-Ação (Wuwei) e outros conceitos filosóficos do Taoísmo.

Note que estas duas características fundamentais do Feng Shui também se aplicam diretamente à Medicina Chinesa. Portanto é lícito notarmos uma relação direta entre a harmonização de ambientes chinesa e a medicina daquela cultura. Ambos se dirigem ao mesmo objetivo: manter as pessoas em harmonia energética consigo mesmas e o meio ambiente que as cerca.

Medicina Chinesa
A medicina chinesa engloba diversas técnicas e aplicações como dieta, acupuntura, moxabustão, massagem, exercícios, farmacologia, chi kung (manipulação de energia). O que existe em comum entre todas elas e que forma a espinha dorsal da medicina chinesa é a aplicação dos conceitos básicos da filosofia taoísta. Estes conceitos já eram definidos em antigos manuais médicos chineses, como o Huang Di Nei Jing (O Clássico de Medicina Interna do Imperador Amarelo), atribuído ao Imperador Amarelo mas provavelmente escrito na Dinastia Han (200a.C.-200 d.C.).

O Huang Di Nei Jing coloca que, no princípio, a origem das doenças era apenas uma alteração no espírito, portanto a saúde era mantida pelo controle das emoções e dos estados mentais, pois o ser humano se protegia adequadamente das intempéries como o sol e a chuva. Depois que ele começou a abusar é que os desequilíbrios se tornaram mais fortes e medidas tiveram que ser tomadas para poder restaurar a saúde tanto do físico quanto do emocional (energético).

O Capítulo 5 da divisão Su Wen do Huang Di Nei Jing (“A Relação de Correspondência entre o Yin e o Yang no Homem e em Todas as Coisas e a das Quatro Estações”) diz:

"Todas as coisas se situam entre o Céu e a Terra e confiam nas energias do Céu e da Terra para sua existência. O Céu, bem acima, é Yang e a Terra, bem abaixo, é Yin, portanto o Céu e a Terra são os altos e os baixos de todas as coisas. Todas as coisas surgem de acordo com a alteração do Yin e do Yang do Céu e da Terra."

Veja que esta afirmação, tirada de um livro de medicina, parece ter saído de um compêndio de Feng Shui! Na verdade, a principal preocupação da Medicina Chinesa está justamente em manter o equilíbrio entre as pessoas e o meio ambiente, respeitando os ciclos na Natureza. E o Feng Shui é uma importante ferramenta para isto.

Feng Shui
A expressão "vento" e "água", Feng Shui, demonstra a preocupação com o fluxo de Chi no Céu e na Terra. Esta técnica chinesa parte dos princípios taoístas para harmonizar as energias do Céu e da Terra de modo a manter o equilíbrio energético das pessoas que habitam o local. Não se esqueça que o Feng Shui é sempre direcionado às pessoas que utilizam aquele espaço.

Esta busca do equilíbrio ideal para os seres humanos é justamente a proposição básica da Medicina Chinesa, qual seja a de tornar o ser humano equilibrado com as forças da Natureza ao seu redor. Ao "reequilibrarmos" o Chi em um local, melhoramos as condições necessárias à vida de seus ocupantes. Este é um dos objetivos centrais das técnicas chinesas de harmonização de ambientes.

Medicina Chinesa + Feng Shui
Como grande parte da preocupação da Medicina Chinesa é com a manutenção da saúde, seguir os ritmos e ciclos da Natureza é fundamental. Realmente, a doença apenas surge quando as pessoas rompem este delicado estado de equilíbrio com o meio que o cerca. As obras de Medicina Chinesa estão coalhadas de avisos e dicas para se evitar esta ruptura, bem como técnicas para restabelecer o equilíbrio rompido. O mesmo se dá com o Feng Shui, que se preocupa em harmonizar o Chi no imóvel e fazê-lo o mais compatível possível com os seus habitantes.

Esta preocupação do Feng Shui vem ao encontro da Medicina Chinesa, pois ambos buscam o mesmo resultado. E como seus objetivos são os mesmos, a utilização das duas ferramentas em conjunto é bastante poderosa.

Como experiência própria, já resolvi problemas de insônia tirando espelhos de quartos, por exemplo; mal-estar, enxaquecas e dores de cabeça em escritórios reposicionando a mesa de trabalho; brigas e discussões familiares, fonte interminável de estresse, através de harmonização em geral do imóvel. Com o complemento da Medicina Chinesa, a situação se resolveu facilmente.

Se você ainda não está convencido da utilização conjunta de Feng Shui e Medicina Chinesa, lembre-se que uma casa tranqüila e sadia pode melhorar muito o estresse e os problemas do trabalho e da vida cotidiana. Mas voltar para uma casa irritante e depressiva no final de um dia cansativo de trabalho mina os esforços de qualquer pessoa....


_____ SOBRE O AUTOR _____
Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Acupuntor, Terapeuta e Escritor, estudando cultura e filosofia oriental desde 1977. Como Taoísta, se preocupa em divulgar a filosofia e as artes taoístas, como I Ching, Feng Shui e Chi Kung, para melhoria da qualidade de vida das pessoas.