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sábado

Oração a Belial


Oração a Belial

Vem ó Todo Poderoso, Adorável Corruptor! Belial, ó Caprichoso, Trazes agora o teu terror! Ante o altar da virulência Nos prostramos com fervor; Abençoa esta assistência, Ó Sublime Sedutor!

Vem, contempla a grei fiel, Ó Senhor da Maldição! Erga o nosso bom Lusbel A bandeira do Dragão! Vem, Senhor da Enfermidade, Espalhar tua aflição! Senhor da Calamidades, Trazes a tua danação! Vem e desce neste altar Erigido em teu louvor! Consagrar este lugar, Vem, Satã, ó Perversor! Esclarece nossas mentes Concedendo mais furor! E sejamos todos crentes Sob a bênção do Senhor!



Satan


Satan
  
ABADDON-SATAN
Esse era o nome hebreu de Apollyon, o anjo do Poço sem Fundo. Os hebreus emprestaram dos babilonianos sete modelos de camadas para o mundo inferior para criar a Gehenna, cujo Príncipe das Trevas é também nomeados Arsiel. Isso significa "Sol Negro", o sol negativo e antimatéria. No poço central no fundo de uma das camadas vive o anjo serpente Apollyon, o Deus grego do Sol caído, Apollo, Rei dos Gafanhotos Demoníacos. Ele é muito esperado pelas poderosas divindades pagãs que são encontradas no Inferno. A igreja estava preocupada em dizer pela Bíblia de que não existia um mal. Isso significa que os mais reais e interessantes personagens são encontrados nas regiões infernais.

SAMMAEL-SATAN
Este nome é de origem Siméria (SAM siginifica veneno, portanto SAMMAEL significa Aquele Brilhante e Venenoso). Ele é também o Anjo da Morte. Um título especialmente dado à ele como Chefe dos Satãs. Uma explicação para isso pode ser encontrada em Enoch I, onde o escriba registra o relato da primeira testemunha ocular que encontrou o Senhor (En XL: 6). Neste encontro Uriel está "discutindo contra os satãs e recusando dar à eles a permissão de ficar diante do Senhor para acusar aqueles da Terra". No contexto desta passagem, Enoch parece estar se referindo aos satãs como algum tipo de Forças da Lei. Seu papel era de uma polícia angelical que se tornaria pior que a Gestapo e que Enoch chamaria Sammael de Chefe dos Demônios.
Conhecido como a grande serpente de doze asas que o perseguiu no Sistema Solar, ele também é acusado de ser a mesma serpente que tentou Eva. Ele não apenas tentou nossa ancestral mas fez também com que Caim cometesse o crime. Isaías visitando o Paraíso viu os hospedeiros de Sammael brigando e atacando uns aos outros. Cães uivam na noite quando Sammael voa como um pássaro por entre a cidade.

BELIEL-SATAN
O Príncipe-Comandante de Sheol (parte das regiões infernais). Beliar significa sem valor. O próprio Beliar nos diz no Evangelho de Bartolomeu que "Em primeiro lugar eu era chamado Satanel, que era interpretado como mensageiro de Deus, mas quando rejeitei a imagem de Deus, meu nome foi mudado para Satanás, que é o anjo que guarda o Inferno". Ele não pode resistir a tentação de gabar-se, "Eu era o primeiro dos anjos". Miguel supostamente era o segundo, Gabriel o terceiro, Uriel o quarto e Raphael o quinto. O orgulho desse anjo era verdadeiro pois seus irmãos são conhecidos com Anjos da Vingança.

BELZEEBUB-SATAN
Originalmente Belzeebub era uma divindade Canaanite. Seu nome significava "Senhor da Casa". Em muitas religiões antigas ele voava perfurando almas a havia uma crença popular de que as mulheres eram criadas por seus vôos. Seu nome em grego significa borboleta. Como "Senhor dos Vôos", Belzeebub foi o Senhor das Almas. Sem fazer distinção, ele era considerado como o mal-encarnado, Senhor do Caos e chefe dos Demônios por ninguém menos que três dos apóstolos. Cristo supostamente deu o domínio do Inferno a Belzeebub por ajudar na evacuação de Adão e os outros santos durante o tormento do Inferno. Satã recusou deixá-los ir, mas pode ser que o Príncipe da Decepção, que deve ter realizado oposição ao Salvador, por fim pode salvar mascarando-se de Senhor dos Vôos.
George Gurdjieff fez de Belzeebub um extraterrestre que está mofando em um tedioso exílio, longe da Presença de Seu amado Infinito, e faz da Terra seu estudo particular.
Johann Weyer em seu livro Pseudographica Demonica faz dele o Senho Supremo do Mundo Inferior e grande Pai do Vôo.

AZAZEL-SATAN
De acordo com Enoch, Azazel era outro dos Vigilantes caídos, outras fontes consideram-lo chefe dos Grigori. No conhecimento oculto ele é o demônio com sete cabeças de serpente, cada uma com duas faces. Ele é também conhecido por ter doze asas. De acordo com os conhecimentos rabinos e os islâmicos, Azazel foi quem recusou reconhecimento e reverencia à Adão quando esse primeiro humano foi apresentado no Paraíso. Foi ele que originalmente que lançou a famosa questão, "Por que o Filho de Fogo deveria se curvar ao Filho de Argila?". Como nós sabemos, obviamente, Deus interviu por Adão.

MASTEMA-SATAN
Mastema é uma palavra hebraica para "animosidade", ou "adversidadde". Este é o anjo da acusação, o tentador e executor, ele fez uma tentativa sem sucesso contra a vida de Moisés.
Foi ele que endureceu o coração do Pharaó e foi um instrumento para ajudar os magos Egípcios contra os Israelistas. Ele abateu os primogênios do Egito e apareceu como a primeira nomeação e separação de mal'ak, ou Sombra de Deus.

LUCIFER-SATAN
Nós chegamos agora a mais fascinante personalidade de todas. Lúcifer, Portador da Luz, Filho da Manhã, Dragão do Amanhececer, Príncipe do Poder do Ar que foi escolhido pelo seu Pai para ser o maior entre os anjos e favorito de Deus-Pai Senhor da Luz. Mas ele também foi o primeiro a se separar da fonte divina.
No Velho Testamento, no livro de Ezequiel 28 (13-15), ele trata Lúcifer antes do mesmo de sua queda em seu total esplendor. Tem sido descutido que essa passagem foi endereçada para Nebuchadrezzar, Rei da Babilônia, mas São Jerônimo nos afirma que tudo está direcionado aos anjos caídos, e devemos dar ouvidos.
“Tu que estiveste no Éden, Jardim de Deus; toda pedra preciosa que escondestes, o sárdio, o topázio e o diamante, o ônix, o rubi e o jasper, a safira, a esmeralda, o carbúnculo e o ouro: a engenharia de teus tabletes e canos foi preparada em ti no dia em que tu foste criado. Tua arte de ungir que os Querubins esconderam; e eu te devolvi: Tu foste contra a sagrada montanha de Deus; Tu andaste em meio às pedras de fogo. Tu foste perfeito em teus caminhos a partir do dia que fostes criados, até a iniquidade ser encontrada em ti”.
Lúcifer, Filho da Manhã, de acordo com a mais distante interpretação da queda, ele é enlouquecido pelo ciúme quando Deus-Pai proclama o irmão de Lúcifer, Jesual, o Filho. De sua cabeça ele deu a luz ao Pecado e, com ela tramou, a Morte de seu pai. Ele foi expulso do Paraíso e foi renomeado para Satan-el – o Adversário.
Na pintura, as várias figuras aladas tem seu pé direito à frente, denotando seu aspecto espiritual (é interessante notar que no Leste o pé esquerdo é invariavelmente sinal de líder espiritual). Suas mãos esticadas seguram a orb e o cetro, símbolo de domínio terrestre. Parte de sua asa disfarça sua natureza andrógina original. Ele está cercado por uma comitiva carregando pífaros. Os pífaros estão associados com a música das esferas.
Lúcifer, sendo a Estrela da Manhã e da Noite, foi visto morrendo e renascendo como luz no ar. Ele compartilha com a serpente a habilidade de trocar sua pele velha e morta e ascender como um recém-nascido.
Sua queda luminosa dentro do Abismo nos lembra que os Hebreus estavam ainda no Egito, lá havia uma Deusa serpente Egípcia, Satã, que é pai da luz e como Lúcifer caiu na terra. O babilônio Zu foi também um deus da luz que caiu como a serpente voadora e isso nos lembram o fato de Lúcifer ter sido um Serafim.

Lúcifer, como seu irmão gêmeo Cristo, é o filho que desafiou o Velho Pai (Cristo acusa os judeus de idolatrar o deus errado). E ele cai em sua luz fálica e na cova sem fundo da Deusa- Mãe Hel. Hel foi uma vez um santuário uterino, um útero ou uma caverna sagrada do renascimento. Cristo é como Deus o filho amante de Virgem Maria, sua mãe. Brunnhilde foi Líder das Valquírias, os anjos da morte do norte. Seu nome significa "Inferno Queimando”.Como pode ser observadas, as coisas no mundo inferior não são como mostram as primeiras aparências.



Demonologia medieval


Demonologia medieval

O período medieval é considerado como "os séculos das trevas" em função de uma série de fatores ligada, principalmente, a uma estagnação do pensamento científico. Muitos autores estabelecem uma relação entre essa estagnação e a Igreja Católica, pela sua influência conquistada ao final do Império Romano e que perdurou por vários séculos, sobretudo na Europa. Os acusadores da Igreja citam os sentimentos pouco religiosos, a intolerância e o obscurantismo intelectual disfarçados nos preceitos extraídos de dogmas religiosos.

A influência da Igreja, aliada a uma série de outros fatores (guerras, pestes, etc.) fizeram da Idade Média um período bastante particular na história humana. A magia passou a ser proibida em quaisquer de suas formas; a Astrologia também não era admitida, pois defendia determinados princípios astrais não diretamente vinculados a Deus. Todo e qualquer estudo, raciocínio ou conclusão deveria estar em consonância com os dogmas vigentes. E tudo que não estivesse dentro daquela realidade era, naturalmente, apontado como contrário a Deus e, conseqüentemente, oriundo de demônios.

Talvez por extrema insatisfação com o contexto cultural, talvez como forma de liberação de tensões reprimidas, as práticas chamadas "demoníacas" difundiram-se por toda a Europa medieval. Os adoradores do Diabo reuniam-se, secretamente, em assembléias denominadas "Pequeno Sabat", que ocorriam semanalmente, aos sábados. De cinco em cinco anos, acontecia o Grande Sabat, uma festa maior e mais variada. Nessas assembléias praticava-se uma espécie de anti-missa: o Diabo era representado por um animal (bode, sapo, etc.) e havia rituais com defumações com ervas e manuseio de excrementos (fezes, urina e sangue menstrual). Muitas dessas "missas negras" traziam no lugar do altar uma mulher nua, com as pernas abertas, expondo à "adoração" seus órgãos sexuais. Percebe-se, claramente, em muitos desses rituais o fator "sexo" associado. Talvez fosse uma forma de se lidar com a "repressão" sexual imposta pela Igreja, que defendia ser o sexo instrumento da procriação, ou seja, desprezando o aspecto "prazer" que o sexo poderia proporcionar.

Durante os rituais "negros" havia a distribuição de prêmios àqueles que tivessem sido suficientemente "maus"e, muitas vezes, eram castigados os membros de conduta contrária. No decorrer das reuniões ia ocorrendo uma grande "histeria"coletiva que culminava com uma grande orgia onde todos participavam. Durantes essas crises histérico-epiléticas muitas vezes ocorriam predições.

Em resposta à difusão desses rituais, a Igreja reagiu violentamente. Instituiu os tribunais da Inquisição para julgar os indivíduos acusados de adoração aos demônios ou de praticarem a bruxaria. Esses tribunais acusavam e julgavam pessoas baseados em provas consideradas, no mínimo, suspeitas. Por exemplo, dentre os sintomas médicos capazes de identificar "seguramente" um endemoniado encontramos: quando a doença não era conhecida ou descoberta; doenças inconstantes e incontroláveis; cólicas e sensações de frio ou calor pelo corpo; ver fantasmas; ter ataques epiléticos, perturbações ou sustos sem causas aparentes. Bastava ter um ou mais destes sintomas, entre outros, para que o "pobre diabo" não escapasse da acusação de estar mantendo vínculos com demônios.

As acusações legais capazesde inculpar alguém por heresia ou magia eram , aproximadamente, quinze. Bastava uma denúncia anônima ou uma simples suspeita para que o denunciado sofresse maus tratos nas mãos dos inquisitores, não raro sendo morto, comumente queimado. Muitos autores observam que a Inquisição, pelas características de sua atividade e pelo seu "modus operandi" era um excelente instrumento de combate aos opositores do Catolicismo.

Eis as quinze acusações:

01. Renegar Deus;

02. Basfemá-lo;

03. Adorar ao Diabo;

04. Consagrar filhos aos demônios;

05. Sacrificar os filhos;

06. Consagrar os recém-nascidos aos demônios;

07. Fazer prosélitos a Satanás;

08. Jurar em nome do Diabo;

09. Não respeitar alguma Lei ou cometer incesto;

10. Matar, coser e comer seres humanos;

11. Alimentar-se de carne humana, mesmo não sendo o responsável pela morte;

12. Envenenar e matar pessoas por meio de sortilégios;

13. Matar o gado;

14. Causar esterilidade;

15. Escravizar-se ao Diabo.



O culto ao Diabo parece ter alcançado proporções tão fantásticas que Jean Wier, em sua obra DE PRESTIGIIS (1568), afirmava que o Império do Mal reunia "72 Príncipes e 7.405.926 demônios, divididos em 1.111 legiões e cada legião possuía 6.666 soldados".


Mássimo Inardi, em "História da Parapsicologia", relaciona os nomes dos demônios mais conhecidos na Idade Média:

ABRASSO ou ABRACAN: (daí se deriva a palavra ABRACADABRA) tinha às suas ordens 365 gênios, um para cada dia do ano;

ADRAMELEK: o grande chanceler do Inferno;

ANDRES: o Grande Marquês infernal;

ALASTOR, AGNAS e ALOCERO: Grãos-Duques;

ASMODEU: grande jogador, protetor das casas de jogo ( atribuí-se a ele a tentação à Eva);

ASTAROTH: um dos mais conhecidos e poderosos;

BEHEMONT, ISSACHAR e BALAAN: responsáveis pelos endemoniados de Loudun;

BEL: demônio dos caldeus;

BEELZEBUTH: um dos príncipes infernais. Alguns autores afirmam que é o supremo chefe dos demônios;

BELIAL: o mais corrupto dos demônios;

CARONTE: do Inferno de Dante;

LEVIATÃ: Grande Almirante infernal;

LÚCIFER: Rei do Inferno;

MALPHAS: Presidente da Corte infernal;

SANTANÁS: personificação do mal.



MALLEUS MALLEFICARUM

Um manual publicado por dois padres dominicanos alemães, Heinrich Kramer e Jacobus Sprenger, tornou-se famoso por orientar os inquisidores na caça às feiticeiras. Escrito no final do século XV, o MALLEUS MALLEFICARUM ( Martelo da Bruxaria, em latim) trazia uma pesquisa apurada a respeito dos métodos utilizados pelos demônios para seduzirem os seres humanos. Capítulos como "Do meio de fazer um pacto formal com o Diabo" ou "Os métodos para destruir e curar a bruxaria" fizeram desse livro a literatura preferida dos Juízes da Inquisição.


ÍNCUBOS E SÚCUBOS
Além de todos os "problemas" habituais causados pelos demônios, os mesmos podiam, ainda, assumir as mais diversas formas para se relacionarem sexualmente com os seres humanos. Podiam assumir a forma de parentes, namorados ou cônjuges das vítimas, ou, simplesmente, de forma invisível, possuírem sexualmente a vítima. Esses demônios eram chamados de Íncubos e Súcubos. Os Íncubos se apossavam de mulheres e, os Súcubos, de homens.


Analisando a literatura da época chega-se à conclusão que, muitas vezes, esses diabetes foram bodes expiatórios para situações meio irregulares como mães solteiras, moças desvirginadas, filhos ilegítimos, namoros proibidos, traições inconfessáveis, etc. É o caso de um bispo que, ao ser acusado de violentar uma freira, afirmou ser o efeito das "travessuras" de um íncubo que assumira sua forma...


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Demonios bíblicos


Demonios bíblicos

Os hebreus em suas origens históricas, vencidas as etapas animistas e totêmicas, cultuavam deuses [elohim] – espíritos – que, em toda Gênesis 1 até o capítulo 2 verso 3, são os responsáveis pelas criações dos céus, da terra e de tudo que neles há, numa síntese criacionista sumero-babilônica. A partir de Gênesis 2:4 um daqueles deuses, o sló Javé, ganha destaques e aos poucos, ao curso da evolução religiosa dos hebreus, suplanta os demais elohim, para se transformar no deus dos deuses [Deuteronômio 10:17], sistema monolátrico [Josué 22:22] que, num futuro viria ser o monoteísmo judaico adotado pelos cristãos, o Deus único das nações [Isaias 45:22].

A partir do momento que Javé se fez [ou foi feito] deus dos deuses, os demais deuses foram excluídos oficialmente dentre os hebreus, e a partir de então demônios passam designar quase que exclusivamente divindades de outros povos, portanto divindades pagãs ou gentias.

Aparentemente fácil identificar demônios na Bíblia, na verdade não os são. Copistas e tradutores bíblicos determinam indistintamente por demônios os anjos decaídos, os espíritos imundos e os diabos, ao lado de outras tantas identificações, dando o mesmo sentido às palavras gregas: pneuma, aggelous, diáblos e daimon, por exemplos, e isto traz confusões até mesmo a muitos dos entendidos. 

Demônios não são Diabos, aliás, Diabos não existem na bíblia o que existe é o Diabo [do grego diáblos], no singular, como tradução do hebraico Satan [Xatan] que nos deu Satanás ou simplesmente Satã, este sim, por sinal, único e também nenhum demônio.

Os Demônios nada têm a ver, inicialmente, com espíritos imundos, estes comumente identificados biblicamente pelo grego pneuma, ou os hebraicos eloim e se’irim.

Anjos, do grego aggelous, significa mensageiro [mala’k – hebraico], tanto para os bons quanto para os maus enviados, sem nenhum laço etimológico ou de atributos com os demônios.

O que seria então os demônios bíblicos? Como surgiram?

Comumente, se entende por demônios, aquelas entidades espirituais dotadas de poderes especiais, que se situam entre os humanos e as divindades, com objetivos de zelar lugares ou castigar pessoas. Sua origem provável encontra-se nas lendas e crenças dos povos da Mesopotâmia.

O grego daimon ou daimonium, em Deuteronômio 32:17 é usado para identificação das divindades pagãs, ou seja, aquelas proibidas de serem cultuadas pelos hebreus. Assim, todos os deuses estrangeiros ao povo de Deus, são denominados demônios.

No Salmo 91:6-7, o termo é designativo de praga.

Isaias 13:21, 34:14 e referências, trazem demônios como personagens folclóricos ou quase míticos dos lugares ermos, como os denominados os sátiros [hirsutos], que algumas traduções descrevem-nos seres que se apresentam como horríveis animais peludos. No apócrifo Baruc, 4:35, espíritos imundos, estão postos como habitantes dos desertos.

A tradução portuguesa mais exata para daimon é gênio, aplicado no sentido de inteligência superior, capacidade incomum.

Bíblica e etimologicamente, a princípio, Demônio não teria conotação pejorativa alguma com anjos decaídos, espíritos imundos ou diabos. A sua identificação com espíritos impuros [imundos], ocorreu pela necessidade teocrática dos hebreus manterem-se separados dos demais povos, para evitar contaminações de cultos e com isso a desagregação nacional.

Aos demônios, nas qualidades de espíritos impuros, se devem as doenças internas desconhecidas, como se por eles causadas e que nem precisava estar manifesta no individuo, bastando alguma denuncia de sua participação em cultos estranhos, para os sacerdotes determinarem sua impureza legal, e assim impedir tal enfermo [endemoniado] de participar dos atos religiosos; o interditado era, quase sempre, morto exemplarmente, por apedrejamento, para não contaminar os demais membros da nação hebréia.

Não se pode dizer, todavia, que tais divindades seriam todas maléficas; o próprio Javé, quando irado, não é nada bom e se faz tremendamente exterminador em favor de seu povo [II Reis 19:35, Êxodo 33:2]; incrivelmente, também se volta contra os seus próprios, com a mesma fúria avassaladora, às vezes por simples desleixo [Êxodo 32:34].

A Bíblia menciona algumas divindades estrangeiras transformadas em demônios para os hebreus, dentre os quais se destacam:

Abaddón: originariamente se tratava de um mensageiro de Deus, como ministro da vingança ou executor da ira divina, conhecido como Anjo Exterminador ou Destruidor [Êxodo 12:23], que muitos estudiosos identificam o Anjo do Senhor, ou mesmo, Teofania do próprio Deus. Ganha status de demônio no Novo Testamento como “pai da perdição” ou simplesmente “perdição”, também conhecido pelo nome grego Apollyon, isto é, “remoção completa” ou “desaparição”, conforme citado no Livro Apocalipse 9:11. Alguns especialistas identificam-no demônio [na qualidade de anjo decaído] desde a rebelião celestial, todavia, permitido por Javé para aqueles atos em Êxodo 12:23.

Adramelec e Amelec: divindades dual, dos Serfavaim [região da Assíria], citadas em II Reis 17:31, que estudiosos entendem como Adar e Ana, divindades nacionais históricas daquelas gentes [transferidas para Samaria pelos assírios], que os hebreus cultuaram inicialmente com o próprio Javé, embora sem unicidade de culto, conforme II Reis 17:41, sendo que os samaritanos continuaram posteriormente a reverencia-los, enquanto os judeus de pura origem transformaram-nos em demônios. 

Asera: deusa da Cananéia, citada em Êxodo 34:13, Juízes 3:7 e referencias, assimilada e cultuada pelos hebreus, na forma de um tronco sagrado em forma de coluna ou poste, tratando-se de uma deusa protetora dos bosques e tudo que neles há, em préstimos aos homens. É comumente confundida com a deusa fenícia Astarte e na bíblia é citada no plural [aseras].

Asima: conhecida biblicamente como a deusa Sima, dos arameus de Hamat, mencionada em II Reis 17:30, muitíssima conhecida pelas inscrições helênicas. Na literatura religiosa hebraica, Sima é posta pelos assírios como divindade [demônio protetor] local, inoperante, assim como Javé dos hebreus [II Reis 18:33-34]. Parece tratar-se de divindade protetora dos vales e caminhos de Hamat e Reob, locais citados em Números 13:21.

Asmodeu: trata-se de AsmaDaeva, divindade citada no Avesta [livro sagrado dos persas], como executora do mal [necessário] dentro do principio do dualismo da doutrina de Zoroastro,  o bem e o mal. No apócrifo Tobias 3:8 e referências, Asmodeu transforma-se num espírito maligno, denominado destruidor [samad – hebraico].

Astaroth ou Astarte: deusa fenícia que representa a fecundidade da natureza; alguns estudiosos a associam como deusa da lua [Juízes 2:13], de grande popularidade entre os povos do médio oriente e os próprios hebreus. Salomão prestou-lhe honras [I Reis 11:5].

Azazel: citado no livro Levítico 16:8 como “a perdição”, tratando-se de divindade provavelmente da Caldéia, que os hebreus tomaram de empréstimo para torna-lo um demônio, na forma animal de um bode, tido na Bíblia como bode expiatório para os pecados do povo de Deus. O apócrifo Livro de Henoc menciona referida criatura como um dos anjos que se enamorou pelas mulheres da terra. É comumente confundido ou associado com Abaddón, alguns acreditando tratar-se de uma mesma entidade.

Baal: Senhor, principal deus fenício o naturista Melcart, foi absorvido pelos cananeus, como o trovejante Baal [I Reis 16:31], conforme mais conhecido biblicamente, e que se tornou representatividade do mal para os hebreus [II Reis 23:5]; no entanto, Javé toma características do próprio Baal, ao se fazer o tonante Sló do Sinai. Para os cartagineses que também o adotaram, era excelente deus.

Baalim: os baalins citados em Juízes 2:11, deuses menores do panteão fenício, muito próximo dos bíblicos elohim [Gênesis 1:1 e referencias], depois identificados como espíritos protetores, bastante populares e cultuados inclusive pelos hebreus [Juízes 2:12-13].

Baal-Meon: o terrível [aos hebreus] Beon, divindade protetora da Palestina, cujo nome era proibido de ser pronunciado pelo povo de Javé, e por isso mudados os nomes de locais a ele consagrados [Números 32:3 e 38]. Alguns entendem esta divindade adotada dos babilônios, provavelmente o deus Sucot-Benot, mudando-se o primeiro designativo Sucot [tendas] para Baal e que Benot transformou-se em Beon, o poderoso.

Baalzebul [Baalzabud ou simplesmente Belzebu]: cultuado pelos filisteus [II Reis 1:2 e referências], e outros povos do médio oriente, foi transformado em príncipe dos demônios para os hebreus, e assim assimilado pelos cristãos [Mateus 10:25, Marcos 3:22 e Lucas 11:15-18 e 19]. Estudos recentes apontam referida divindade como de origem fenícia, muitos lhe dando significado de Senhor das Moscas, todavia tradução mais apropriada a Baal-zabud, seria Dádivas do Senhor, e que se valia daqueles insetos, como vetores de pestilências, para castigar inimigos.

Baltesassar: mais propriamente Beltesassar, trata-se de Balat-su-usur, [Deus Protetor da Vida], divindade acadiana citada em Daniel 1: 7, cujo nome foi dado ao próprio Daniel. Baltesassar é visto como o deus Bel, principal divindade babilônica, que Isaias 46:1 já coloca numa posição inferior a um deus, e nas condições de gênio ou agente do mal em Jeremias 50:2.

Belial: aquele que serve para nada, inútil e sem valor, tornou-se sinônimo de ser abjeto, como homens perversos, em Deuteronômio 13:14. I Samuel 10:27, onde se lê os perversos, algumas traduções como Almeida diz os filhos de Belial, já a tipificar o demônio que o cristianismo viria adotar como o Poderoso Demônio, ou o próprio Diabo [Satanás], vista em II Coríntios 6:15.  Alguns identificam Belial também nos livros Daniel e Apocalipse, como o Anticristo, a Besta, o Assolador ou o Dragão, quando não apenas um anjo do mal designado para a desordem mundial.

Besta: para muitos não se trata verdadeiramente de um demônio, apenas a identificação bíblica [Daniel e Apocalipse] profética do próprio Diabo ou Satanás, nos tempos do fim. Na primeira epístola universal de João, alguns estudiosos entendem a Besta como o Anti-Cristo [I João 2:18 e referencias].

Camos: principal divindade moabita [Números 21:29] de grande prestígio entre os hebreus, tanto que o próprio Salomão lhe edificou um altar [I Reis 11:7]. Esta deidade, como todas demais estrangeiras ao povo hebreu, quando se trata de cultos, sacrifícios ou adorações, recebem conotações de consumações aos demônios ou aos ídolos, indistintamente.

Leviatã: dragão ou animal mítico, descrito nos poemas de Ugar [em Ras Shamra ao norte da Fenícia] por volta do século XV a.C, às vezes para indicar algum cetáceo [Salmos 104:26], por outras refere-se a um crocodilo [Jó 40:25]. Em Jó 3:8 é a pré-figuração de poderoso demônio evocado pelos feiticeiros.

Lilith: divindade notívaga babilônica, é demônio feminino bastante comum na cultura religiosa judaica e comumente citada pelos cristãos; embora não mencionada diretamente na Bíblia, alguns estudiosos, entretanto, demonstram-na figuradamente, como o espanto noturno, a seta que voa de dia, a peste que serpeia nas trevas e a morte que grassa à luz meridiana [Salmos 91:5-6], enquanto para outros, trata aquele Salmos e versículos citados, como linguagem figurada, onde o protegido de Deus não temerá assaltos abertos, tramas ocultas, doenças [pestilências da noite, tidas como doenças sexualmente transmissíveis] e mortes de encomenda. Isaias 34:14 traz essa denominação [no singular] com algumas traduções postas como corujas, mais propriamente, criaturas noturnas, que os hebreus posteriormente deram significado de “diaba notívaga” [PIBR].

Lúcifer, o demônio que os cristãos mais temem, o maioral de todos eles, curiosamente, não está na Bíblia.  Alguns biblistas de plantão, no entanto, apontam em Isaias 14:12-14, partes d’uma canção hebraica contra o rei babilônico, como alusão a Lúcifer; trata-se na verdade de um comparativo das glórias do grande monarca babilônico, que chegou a reivindicar honras divinas, com o esplendor de uma fulgurante estrela [vista por muitos como a Estrela d’Alva ou planeta Vênus]. Referida canção remete-nos, por analogia, a Ezequiel 28, profecia contra Tiro, onde a ascendência régia é tida como querubim ungido no Éden, depois expulso face sua soberba e outros pecados, inclusive da pretensão de igualar-se ao Criador. Daí seria dizer que Satanás ou que seja Lúcifer, tenha sido um querubim ungido, de rara beleza, etc, ou que os de Tiro [pelo monarca], que são os fenícios [grego phoinos com tradução de vermelho ou homens vindos terra vermelha], tenham sido o Adão bíblico [Adam’is, is=homem, adam do barro vermelho] que Deus um dia colocara no Éden, etc. Já a tal Eva seria. . .

Mamon: mais propriamente Mamona, significa riqueza, que Mateus 6:24 [e referências] personifica como o demônio que põe a perder os filhos de Deus, pela materialidade e luxo que o mundo oferece.

Melkart: II Macabeus 4:18-20, trata-se do mitológico Hércules, muito mais na categoria de semi-deus que de demônio propriamente dito.

Moloc: deus amonita [Levíticos 18:21, 20:2-5, II Reis 23:10 e Ezequiel 20:31], também conhecido como Melcom [I Reis 11:57e 33, II Reis 23:13 e Jeremias 40:1], bastante apreciado pelos hebreus, e que recebeu distinções religiosas até do sábio rei Salomão [I Reis 11:7].

Nergal: deus assírio [II Reis 17:30], maioral do mundo subterrâneo que ganhou conotações cristãs com o Diabo e o Inferno, advindas das assimilações e crenças hebraicas.

Nicaz: divindade de Ava, uma das regiões conquistadas pelos assírios, cuja população foi instalada na ocupada Samaria, e esse deus assimilado pelos hebreus de Samaria. Não há referencias históricas sobre Ava, e, conseqüentemente, sobre seu deus, também conhecido como Nichas. Alguns estudiosos vêem aqueles como “árabes remotos”, enquanto outros acreditam ser os bíblicos heveus [Gênesis 10:15-17] mencionados ainda em Josué [11:3] e Juízes [3:3], mas a citação maior se vê no capítulo 34 de Gênesis, quando um heveu ultrajou a hebréia Diná, filha de Jacó. De qualquer forma, em Samaria, pelo menos, o deus Nichas foi cultuado pelos heveus [II Reis 17:31] e samaritanos, e assim proibido e posto sob a pecha de demônio.

Nesroc: citado em II Reis 19:37, divindade assíria, de significado desconhecido.

Sátiros: do hebraico “se’irim” [peludos como bodes] entendidos como encarnações de espíritos maléficos [Levíticos 17:7] ou gênios que habitavam desertos ou lugares ermos, às vezes em formas animalescas desconhecidas como os citados hirsutos [Isaias 13:21, 34:14 e Baruc 4:35] – animais desconhecidos, peludos, de aparências indefinidas, cultuados [II Crônicas 11:15] o que constituía impiedade [II Reis 23:8].

Sucot-Benot: deus babilônico [II Reis 17:30], também conhecido como Secote [Tendas – Josué 13:27] Beon [Senhor Protetor], assimilado pelos palestinos como Baal-Meon.

Tamuz: Ezequiel 8:14 traz citação desse deus dos babilônios que foi adotado pelos fenícios e também cultuado pelos hebreus, entre outros povos. A tradição mostra-nos Tamuz como um dos muitos Cristos vindo ao mundo para uma obra redentorista, com morte sacrificial. É um poderoso demônio no cristianismo popular.

Tartak: outro deus heveu, também citado em II Reis 17:31, cultuado pelos samaritanos e exacrado pelos hebreus de pura origem. Entendem-se vínculos de Tartak com Tártaro [II Pedro 2: 4], tratando-se portanto de um demônio chefe dos infernos, banido das hostes celestiais conforme aquela epístola, num inequívoco texto referente às citações de Gênesis 6:8.

Embora Demônios tenham significação bíblica para divindades pagãs que se tornaram espíritos impuros para os hebreus, a citação II Pedro 2:4 numa passagem obscura e não respaldada diretamente pelo Antigo Testamento, no ato subentendido, trata dos demônios como sendo os bíblicos anjos rebeldes. Também Judas 1:6, se refere aos demônios como anjos que foram indignos, deixaram os céus e que para eles foram reservadas escuridão e cadeias eternas, até o juízo do grande dia, num texto interpolado e confuso, com correspondente apenas em Apocalipse 20:10.

Ainda assim, para os cristãos e certos exegetas, não perdem, contudo, aqueles significados de espíritos impuros ou entidades do mal.

Claro está que para o cristianismo já distinto do credo judaico, os demônios ganham status de anjos decaídos, inferiores aos anjos de Deus, conforme fazem entender o apócrifo Tobias 8:3 [recorrência] e Apocalipse 12:7-10.

Para os cristãos, os Demônios como seres malignos, são incorpóreos, portanto espirituais, deixando, contudo, antever incapacidade da plenitude de seus atos se não estiverem de posse de algum corpo humano, por isso, continuamente procurando apossar-se dos homens, conforme Mateus 12:43-44, através de incorporações diretas ou por inspirações, a fim do empregá-los para seus próprios fins.

Suas possessões podem ser momentâneas [Lucas 9:39], mais ou menos prolongadas [I Samuel 16:4] ou prolongadas [Marcos 5:2], quase sempre caracterizadas por enfermidades internas, idiotias, deformidades físicas e perturbações mentais. Exorcismos e curas, praticados por Jesus, tem sentido messiânico bastante claro, quando vistos sob o ângulo das possessões demoníacas, ou, das doenças psicossomáticas.

Os Demônios podem estar numa pessoa ou num intermediário e causarem transtornos, a pedido ou mando, em terceiros, como traumas psicológicos, ruínas sociais, problemas financeiros, ruína familiar e mais as citações anteriores e outras não mencionadas. São exemplos os famosos e ditos trabalhos de macumbaria. Na Bíblia, muitas vezes, são os espíritos maléficos que se apossam de alguém com a permissão divina [I Samuel 16:14] ou um bom espírito [???] que Deus permitia incorporar no homem [I Samuel 11-6 e 18:10] ou causar dissensões [Juízes 9:23, Isaias 19:14] e indutor ao erro [I Reis 22:22]. Passagens como estas constrangem os cristãos.

Alguns dos maus espíritos têm diferentes missões e métodos, com possessões mais duradouras [tecnicamente imperceptíveis] ou mesmo fazendo-se entrantes, para altas realizações mundiais através de líderes políticos, cientistas e homens de notório saber, como aquelas que apontam para indivíduos praticamente nulos e que de repente se transformam numa outra personalidade, às vezes até animal, a exemplo do rei Nabucodonozor, conforme Daniel 4:23 ao 28 e 33 – versão Almeida.

Os demônios, como espíritos perturbadores, promovem, em suas ações [mas não necessariamente], fenômenos psicológicos e de efeitos físicos, alguns aterradores, muito dos quais vistos e estudados pela Metapsíquica, Parapsicologia e Espiritismo Científico.

Para o Cristianismo, independente de confusões de copistas ou enganos de tradutores bíblicos, os demônios têm sua existência reconhecida pelo próprio Jesus, conforme Mateus 12:27-28, e Lhe são inferiores.

Os setenta discípulos que Jesus enviou para certa missiologia reconhecem que os demônios a eles se submetiam, em nome d’Ele, Jesus.

Todos os apóstolos reconhecem a existência dos demônios, os expulsam e fazem advertência aos crentes a respeito das ações e intenções demoníacas; os demônios são uma constante preocupação aos pais da Igreja dos primeiros séculos.

Muitos convertidos certamente não desprezaram de todo suas antigas crenças, não abominaram totalmente os seus deuses, daí a necessidade dos apóstolos e responsáveis fazerem sempre o alerta contra o demonismo. A insistência dos pais da Igreja em colocar para os fiéis, o nome de Jesus sempre superior sobre demais divindades ou demônios, demonstra claramente isso.   

I Corintios 10:14 ao 21, traz sérias advertências a idolatria e demonologia entre os corintios. Os demônios ali estão postos como divindades dos gentios, portanto, de culto proibido entre os cristãos, posto Cristo ser superior aos demônios.

Por tais razões, tantos textos bíblicos e referências dizem das repreensões e expulsões de demônios dos corpos de pessoas, de curas de doenças provocadas por aqueles seres, além das diversas citações em que os próprios crêem [Tiago 2:19] temem e tremem diante de Jesus ou apenas do ouvir falar Seu nome, a exemplo de conhecida passagem em Marcos 5:1 ao 20.

Para aqueles que se fundamentam no Novo Testamento, os demônios são seres espirituais reputados idênticos aos espíritos imundos e aos anjos decaídos, com características e ações próprias de personalidade e racionalidade. Mateus 8:29 ao 31 mostra até uma certa sagacidade dos demônios, que questionam a ação de Jesus importuna-los antes do tempo ou acordo previsto e assim, para não se verem desalojados de algum corpo físico, rogam e lhes são permitidos, entrar em animais irracionais. 


Dos feitos demoníacos, o maior sem dúvidas é o sempre despertar de milhões e milhões de pessoas para lhes dar sustentações através de possessões, além de alimentar suas existências, também pela negação a Deus.

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Acerca de Lúcifer


Acerca de Lúcifer

Conforme descrito no Livro de Ezequiel, Lúcifer desejou ser igual ao seu próprio pai, e por isso acabou banido da presença de Deus e exilado do Reino de Deus. Por essa rebelião, o filho celestial e primogénito de Deus, ( Lucifer), pagou com a sua queda para este mundo.

Sobre esse momento, assim está escrito no Livro do Apocalipse:

E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra;
Apocalipse 12:3
O seu nome em hebraico, (הילל בן שחר) significa «estrela da manha», ou «estrela da alvorada», ou «luz da alvorada», estando todas estas expressões associadas ao planeta vénus que antes da alvorada, aparece como a primeira fonte de luz do dia que esta para nascer. Lúcifer é também o mais belo, sábio e poderoso ser criado por Deus, um anjo , ( um querubim), caído cujo o exílio do reino de Deus se deveu á sua tentativa de usurpar o trono do seu pai e ser igual a Deus. Lucifer foi feito a partir do fogo no primeiro dia da criação, é possuidor de doze asas brancas de invulgar envergadura e é o primeiro filho de Deus. Sobre Lúcifer, fala o Livro de Isaías:

: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao (Sheol), ao mais profundo do abismo.".

Isaías 14:12-15

Este texto representa, ( a pretexto de se dirigir a um rei terreno), a própria historia de Lúcifer, o primeiro filho de Deus, ( mais bela e sabia criatura, conhecida pelo cognome de «o portador da luz», a quem o Pai entregou o poder sobre a morte), que se havendo rebelado contra o seu pai por a Ele se desejar tornar igual, acabou expulso do reino celestial.

Por se opor ao seu pai e á tirania desse Deus HYHV, o seu filho exilado passou a chamar-se «opositor» ou «adversário», que em hebraico se escreve: «Satã». «Satã» não é por isso um «nome» que designa uma entidade em particular, mas antes um «titulo» ou um «adjectivo» que define todo aquele que de «opõem» ao deus HYHV.

Porque na verdade Lucifer e Satanás são duas entidades diferentes, a Igreja na sua teologia oficial não considera Lúcifer o «Diabo», mas apenas um «anjo caído» - Petavius, De Angelis, III, 3, 4


Lucifer era um anjo de Luz que havendo-se rebelado contra o seu pai, gerou uma guerra celestial. Havendo-a perdido, Lúcifer e os todos os anjos que o apoiaram, ( cerca de 1/3 dos anjos dos céus), foram banidos da presença de Deus e exilados. Lúcifer é também conhecido por ser o «portador da luz», pois é o anjo da sabedoria . Lúcifer tentou oferecer a sabedoria a Eva, dando-lhe a provar o fruto da arvore do conhecimento, ( conforme no livro de génesis), facto que acabou gerando a expulsão de Adão e Eva do paraíso. Algumas tradições místicas hebraicas afirmam que Caim é filho de Lúcifer e não de Adão, facto pelo qual Deus desgostava dele e o rejeitou, conduzindo-o ao homicídio de Abel. Afirmam também certas tradições místicas que foi contra Lúcifer que Jacob lutou, pois Lúcifer era o anjo guardião de Caim e confrontou Jacob, desejando vingar-se do seu protegido. Lúcifer pode facultar sabedoria sobre todos os mais profundos segredos místicos e do oculto.

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